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Economia e Finanças

24 de Março de 2020 as 18:03:44



VAREJO - Vendas caem 1,0% em janeiro, diz o IBGE



Em janeiro, vendas no varejo recuam 1,0%

Em janeiro de 2020, o comércio varejista nacional recuou (-1,0%) frente a dezembro, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral foi de - 0,4% no trimestre encerrado em janeiro.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com janeiro de 2019, o comércio varejista cresceu 1,3%, décima taxa positiva consecutiva. Já o acumulado nos últimos doze meses foi 1,8%.

No comércio varejista ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas cresceu 0,6% em relação a dezembro de 2019, enquanto a média móvel foi -0,3%. Em relação a janeiro de 2019, o comércio varejista ampliado avançou 3,5%, décima taxa positiva consecutiva. O acumulado nos últimos doze meses foi de 3,9%. A publicação completa está à direita.

O volume de vendas no varejo, em janeiro de 2020, voltou a mostrar perda de ritmo, expresso não só pelo recuo de -1,0% frente a dezembro, mas também pela  disseminação de taxas negativas entre as atividades investigadas.

Com isso, o comércio varejista, em janeiro de 2020, permanece 5,4 p.p. abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014. No confronto com janeiro de 2019, na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 1,3% e no varejista ampliado a taxa foi de 3,5%. No entanto, no acumulado em doze meses, o volume de vendas fica estável tanto para o varejo quanto para o varejo ampliado.

Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram quedas

Na série com ajuste sazonal, o recuo de 1,0% no volume de vendas do comércio varejista, para janeiro de 2020, houve quedas em cinco das oito atividades:  Móveis e eletrodomésticos (-1,9%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,6%), Combustíveis e lubrificantes (-1,4%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,2%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%).

Por outro lado, Tecidos, vestuário e calçados (1,3%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%), apresentaram avanço nas vendas frente a dezembro de 2019.

No comércio varejista ampliado, em janeiro, o volume de vendas cresceu 0,6%, frente a dezembro de 2019, na série com ajuste sazonal, compensando, em parte, o recuo de 0,8% registrado no mês anterior. Para essa mesma comparação, Veículos, motos, partes e peças registrou crescimento de 8,5%, enquanto Material de construção mostrou variação de -0,1%, ambos, após recuo, de 5,0% e 1,2%, respectivamente, registrados no mês anterior.

Em janeiro de 2020, em relação a janeiro de 2019, o comércio varejista cresceu 1,3%, com predominância de taxas positivas, atingindo cinco das oito atividades pesquisadas. Entre as atividades com crescimento, destacam-se Móveis e eletrodomésticos (11,0%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,6%). Ainda em alta, temos: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,1%), Tecidos, vestuário e calçados (4,2%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (3,7%).

Por outro lado, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,8%) exerceu a principal pressão negativa, seguido por Combustíveis e lubrificantes (-2,3%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,7%).

Com avanço de 3,5%, frente a janeiro de 2019, o comércio varejista ampliado registrou a décima taxa positiva consecutiva. O resultado de janeiro de 2020 refletiu, principalmente, a contribuição vinda do desempenho de Veículos, motos, partes e peças (10,2%).

Principais atividades

Móveis e eletrodomésticos, com aumento de 11,0% no volume de vendas frente a janeiro de 2019, exerceu o maior impacto positivo na formação da taxa total do comércio varejista de janeiro de 2020, após aumento de 18,6% registrado no mês de dezembro. Com isso, o acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 3,6% até dezembro para aumento de 4,8% em janeiro, mantém ganho de ritmo observado desde agosto de 2019, último ponto negativo registrado pela série da atividade para este indicador (-0,8%).

Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., teve alta de 7,6% no volume de vendas em relação a janeiro de 2019, no sétimo avanço consecutivo e exerceu a segunda maior contribuição positiva ao resultado do varejo. O acumulado nos últimos doze meses registrou taxa de 6,2%, resultado próximo ao assinalado em dezembro de 2019 (6,1%).

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registraram aumento de 7,1% nas vendas frente a janeiro de 2019 e foi a terceira maior contribuição positiva na taxa global do varejo, registrando a trigésima terceira variação positiva consecutiva, na comparação com igual mês do ano anterior. Em termos de resultado acumulado nos últimos doze meses até janeiro (6,8%), o setor mostrou estabilidade pelo terceiro mês consecutivo.

Tecidos, vestuário e calçados registrou taxa positiva de 4,2%, em relação a janeiro de 2019, após resultado próximo a estabilidade em dezembro (-0,1%). Com isso, o indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de acréscimo de 0,1% em dezembro de 2019 para   0,5% em janeiro de 2020, interrompeu a trajetória descendente no ritmo de vendas, iniciada em julho de 2019 (1,3%).

Livros, jornais, revistas e papelaria mostrou aumento de 3,7% frente a janeiro de 2019, segundo mês de crescimento após uma sequência de 28 taxas negativas. Com isso, a análise pelo indicador anualizado, acumulado nos últimos doze meses, embora no campo negativo desde março de 2014 (-0,2%), mostrou redução de 4,1 p.p. ao passar de -20,7% em dezembro para -16,6% em janeiro de 2020.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com recuo de 2,8% frente a janeiro de 2019, teve a segunda taxa negativa após seis taxas positivas consecutivas nessa comparação. Com isso, o segmento exerceu o maior impacto negativo sobre a taxa do varejo. Além disso, o acumulado nos últimos doze meses, após avanço de 0,4% até dezembro, registrou estabilidade (0,0%) em janeiro.

Combustíveis e lubrificantes, com recuo de 2,3% no volume de vendas em relação a janeiro de 2019, exerceu a segunda maior contribuição negativa para o resultado total do varejo. A elevação dos preços de combustíveis, acima da variação média de preços, é fator relevante que vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Com isso, o indicador anualizado, acumulado nos últimos doze meses (0,3%) mostrou perda de ritmo em relação ao acumulado até dezembro (0,6%).

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação mostrou recuo de 6,7% em relação a janeiro de 2019. O indicador acumulado nos últimos doze meses (0,1%) reduz ritmo nas vendas em relação a dezembro (0,8%).

Varejo Ampliado

Veículos, motos, partes e peças subiu 10,2% em relação a janeiro de 2019, sua décima taxa positiva seguida, exercendo a maior contribuição no mês para o varejo ampliado. O acumulado nos últimos doze meses, ao registrar 10,1% até janeiro, ficou praticamente estável em relação ao acumulado até dezembro (10,0%).

Material de Construção com aumento de  2,5% em relação a janeiro de 2019, após avanço de 4,9% em dezembro de 2019, teve a quinta taxa positiva consecutiva, nessa comparação. Com isso, o acumulado nos últimos doze meses, ao passar de  4,2% em dezembro para 4,3% em janeiro, manteve trajetória de crescimento iniciada em agosto de 2019.

Vendas do comércio caem em 16 das 27 Unidades da Federação

De dezembro de 2019 para janeiro de 2020, na série com ajuste sazonal, houve queda  em 16 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amapá (-10,4%), Bahia  (-6,9%) e Tocantins (-5,6%). Por outro lado, houve altas em 11 das 27 Unidades da Federação, destacando-se Rondônia (5,2%), Roraima (3,4%) e Acre (3,2%)

No comércio varejista ampliado, houve resultados positivos em 17 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Rondônia (3,7%), Roraima (3,2%) e Goiás (3,1%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 8 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Bahia (-6,6%), Amapá (-6,6%) e Tocantins (-2,5%). Paraíba e Acre mostraram estabilidade (0,0%) nas vendas frente a dezembro de 2019.



Fonte: IBGE. Imagem de Arquivo.





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