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Investimentos

Segunda-Feira, Dia 12 de Abril de 2021 as 20:04:48



MAGAZINE LUIZA - Novo Preço-Alvo das Ações para o final de 2021



MAGAZINE LUIZA
 
Fundamentos sólidos combinando crescimento com rentabilidade
 
Revisamos nosso valuation para Magazine Luiza com vistas a incorporar os resultados referentes ao 4T20 e ajustar premissas em meio aos novos fechamentos de lojas físicas em decorrência de medidas governamentais visando à contenção do alastramento do Covid-19.
 
Com isso, nosso novo preço-alvo de MGLU3 para o final de 2021 é de R$ 27,10 (antes R$ 34,70), com manutenção da recomendação de Compra.
 
Desempenho das Ações. 
 
Os papéis de MGLU3 acumulam uma valorização de 108,6% nos últimos doze meses, apesar da pressão sofrida desde o início do ano em decorrência da elevação das taxas de desconto e rotação de carteiras pelos investidores.
 
Ao nosso ver, apesar da elevação da taxa de desconto, bem como recrudescimento das medidas contra o Covid-19 terem reduzido nosso preço-alvo para o final de 2021, os fundamentos da companhia não se alteraram, não justificando a queda acentuada do papel observada desde o início do ano em nossa opinião.
 
Por essa razão, e tendo em vista o potencial de valorização de 25,1% frente ao preço corrente, mantemos nossa recomendação de Compra.
 
Evolução do Plano Estratégico. 
 
Os cinco direcionadores estratégicos selecionados pela Magazine Luiza para o ano de 2020 contemplavam: 
 
(i)   crescimento exponencial do seu marketplace, 
(ii)  entrada em novas categorias de produtos, 
(iii) desenvolvimento do seu SuperApp, 
(iv) evolução da velocidade na entrega e 
(v)  desenvolvimento do Maas (Magalu as a Service). 
 
Ao longo de 2020, observamos as seguintes evoluções nesses direcionadores:
 
(i) Crescimento exponencial do marketplace – em abril de 2020, a Magazine Luiza
lançou o Parceiro Magalu, uma plataforma digital focada em empresas ainda analógicas impactadas negativamente pelas medidas de restrição ao comércio físico. Essa plataforma adicionou 14 mil parceiros ao ecossistema Magalu. Ao final do ano, o marketplace da companhia havia atingido 47 mil sellers, um acréscimo de 32 mil novos sellers frente ao final de 2019;
 
(ii) Entrada em novas categorias – ao longo do ano, a Magazine Luiza adquiriu diversas companhias visando ao aumento do sortimento de produtos e diferentes categorias. Foi o caso, por exemplo, da aquisição da Hubsales, que permitiu a entrada no segmento Factory to Consumer (F2C) e a integração com produtores de diversos polos industriais; da Aiqfome, plataforma de food delivery brasileira; e da ComSchool Soluções, responsável por oferecer cursos nas áreas de marketing digital, e-commerce, redes sociais e comportamentos na era digital. Mais recentemente, a companhia adquiriu a VipCommerce, plataforma de e-commerce voltada para o varejo alimentar, e a Tonolucro, plataforma de entrega de comida e de itens de supermercado;
 
(iii) Desenvolvimento do SuperApp – nesse aspecto, a companhia introduziu, logo no início do ano, filtros e funcionalidades visando dar maior visibilidade ao sortimento disponível. Em julho de 2020, a companhia lançou uma agressiva campanha de cashback, por meio da qual os clientes recebem dinheiro de volta ao comprar no aplicativo e ativar sua conta digital (MagaluPay). Além disso, em dezembro de 2020, a Magazine Luiza adquiriu a Hub Fintech, uma plataforma de serviços para contas digitais e cartão pré-pago. No início deste mês, a companhia adquiriu a SmartHint, sistema de busca inteligente e de recomendação de compra para o e-commerce, o que contribuirá para ampliar a exatidão das buscas dentro do seu SuperApp.
 
(iv) Evolução da velocidade de entrega – a modalidade de entrega Ship From Stores (entrega a partir dos estoques das lojas), disponível em apenas 200 unidades ao final de 2019, avançou para cerca de 600 unidades, atingindo cerca de 90% das cidades nas quais a companhia possui operação física. Além disso, a Magazine Luiza adquiriu as companhias GFL e Sinclog, com a primeira permitindo a expansão dos serviços como a coleta e last mile para os sellers de seu marketplace, ampliando a capacidade da Logbee em 50%. A segunda é uma plataforma de tecnologia que permite a gestão de cargas, além de outros serviços de logística importantes para a melhoria do serviço de entrega;
 
(v) Desenvolvimento do MaaS – além das aquisições da GFL e Sinclog, as quais também contribuem no desenvolvimento de serviços aos sellers do marketplace, a Magazine Luiza ainda adquiriu a Canaltech, site de conteúdo de tecnologia, a plataforma Inloco Media, por meio da qual a companhia estreou no segmento de publicidade on-line, e a Stoq, que permitiu ofertar sistemas de ponto de vendas (PDV) no modelo SaaS (software as a service), reforçando os serviços disponíveis para os sellers. Mais recentemente, a companhia adquiriu a GrandChef, plataforma de tecnologia para pequenos e médios restaurantes do Brasil, possibilitando a gestão completa da operação do restaurante. 
 
Desempenho econômico-financeiro em 2020.
 
As vendas totais (GMV, na sigla em inglês) somaram R$ 43,5 bilhões, 59,6% superior na comparação anual, mesmo com as lojas físicas sendo negativamente impactadas pelas medidas de restrição ao comércio físico. Com isso, apesar das vendas nas lojas físicas terem crescido apenas 0,6% a/a, as vendas do canal on-line, tanto tradicional (1P, composto por estoque próprio), quanto de marketplace (3P, composto por vendas de terceiros), impulsionaram o GMV total.
 
A margem bruta, por sua vez, veio em 25,8%, 2,2 p.p. inferior a/a, prejudicada pela maior participação das vendas do canal on-line tradicional (1P) na receita total. Já a margem EBITDA Ajustada caiu 1,9 p.p. na comparação anual e atingiu 5,0%, impactada também pelos investimentos em nível de serviço. Por fim, a margem líquida atingiu 1,3%, queda de 3,3 p.p. a/a, ainda influenciada por um resultado financeiro menos favorável.
 
A respeito da alavancagem financeira, a Magazine Luiza terminou 2020 com um endividamento bruto de R$ 1,7 bilhão e caixa de R$ 2,9 bilhões, o que a coloca numa posição de caixa líquido de R$ 1,2 bilhão, frente aos R$ 3,9 bilhões ao final de 2019, ocasião na qual o caixa da companhia tinha sido beneficiado pelo follow on recém concluído. 
 
Quanto aos investimentos realizados ao longo do ano, destacamos que o capex totalizou R$ 543,8 milhões, o que correspondeu a 1,2% do GMV total. Esse percentual é inferior ao observado no ano anterior (1,9% do GMV total), em decorrência dos menores investimentos realizados em abertura de lojas, dadas as incertezas trazidas pela pandemia ao longo do ano. Do capex total de 2020, cerca de 17% foi investido em novas lojas, 6% em reformas, 36% em tecnologia, 26% em logística e 15% em outros.
 
Perspectivas. 
 
Quando da divulgação dos resultados referentes ao ano de 2020, a Magazine Luiza pontuou que, em 2021, seu foco estará na logística como forma de fomentar todo o seu ecossistema. Com isso, a companhia pretende acelerar os investimentos para conversão de suas lojas em pontos de apoio logístico aos sellers, além de aumentar a quantidade de centros de distribuição e pontos de cross docking, bem como automatizar toda essa infraestrutura. 
 
Além dessa relevância à logística em 2021, a companhia ainda destacou enxergar grandes frentes de oportunidade de crescimento nas categorias de produtos de supermercado, delivery de restaurantes e na categoria de moda e beleza. Junto com o crescimento proporcionado pelo avanço na exploração dessas categorias, a Magazine Luiza ainda pretende se valer do desenvolvimento do MaaS, ampliando esses serviços aos varejistas analógicos, e da evolução da sua fintech.
 
Revisão de Preço.
 
Nossa revisão de preço contempla a incorporação dos resultados referentes ao 4T20 bem como:
 
(i)  novos fechamentos de lojas físicas ao longo do 1T21, impactando as vendas nas lojas físicas; 
(ii)  crescimento menos intenso do 1P, dado o menor impacto positivo proveniente do auxílio emergencial, mas fortalecimento das vendas do 3P, com a exploração das novas categorias nas quais a  companhia vem investindo; e 
(iii) pressão sobre a margem EBITDA Ajustada decorrente dos investimentos que vem sendo realizados para robustecer o ecossistema Magalu.
 
Diante do exposto, nosso novo preço-alvo de MGLU para o final de 2021 é de R$ 27,10 (antes R$ 34,70), com manutenção da recomendação de Compra.
 
Tese de Investimento. 
 
A tese de investimentos da Magazine Luiza está baseada 
 
(i)   na capacidade da companhia em combinar crescimento elevado a margens saudáveis; 
(ii)  no desenvolvimento de uma estrutura logística omnicanal, integrando as lojas físicas e as vendas online de forma a reduzir custos e elevar o nível de serviço; e 
(iii) investimentos para aproveitar todas as oportunidades do e-commerce, com incremento de sortimento de produtos, desenvolvimento de super app e meios de pagamento e incremento de serviços aos vendedores cadastrados em seu marketplace.
 
Riscos. 
 
Os riscos existentes à tese de investimento da Magazine Luiza são:
 
(i)   resultado dos investimentos em aquisição de cliente e no desenvolvimento da omnicanalidade inferior ao esperado; 
(ii)  incapacidade de atrair e reter os melhores sellers na sua plataforma de marketplace; 
(iii)  incapacidade de escalar e rentabilizar a solução financeira oferecida aos seus clientes (Magalu pay); e 
(iv)  incremento das provisões com devedores duvidosos acima do esperado.
 
ESG. 
 
O rating ESG da Magazine Luiza, atribuído pela Refinitiv, é D+ (D no pilar ambiental, D+ no pilar social e D+ no pilar governança), sem quaisquer apontamentos de controvérsias. Ao nosso, ver essa nota reflete a inexistência de um relatório de sustentabilidade com a divulgação de indicadores socioambientais e econômicos que reflitam iniciativas de aprimoramento em cada um dos pilares do ESG. 
 
Não obstante a não divulgação desse relatório integrado, a Magazine Luiza trouxe, no relatório referente aos resultados do 4T20, algumas iniciativas tomadas ao longo de 2020 que refletem aspectos do ESG. 
 
Dentre essas inciativas, destacamos 
 
(i)   a abertura de um programa de trainees destinado apenas a candidatos negros, como forma de oferecer oportunidades em cargos de liderança à comunidade negra e, com isso, reduzir a desigualdade racial; 
(ii)  a doação de R$ 40 milhões pela companhia e a família controladora para ações de combate aos efeitos da pandemia e 
(iii) uma nova versão do SuperApp que permite acesso, via chat, ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, visando auxiliar no combate à violência doméstica.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito, elaborado por GEORGIA JORGE, analista senior do BB INVESTIMENTOS

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, analista senior do BB INVESTIMENTOS





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