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Investimentos

15 de Abril de 2021 as 16:04:59



PETRÓLEO & GÁS - Distribuição de Combustíveis - Relatório Setorial - Abril/2021



PETRÓLEO & GÁS - Distribuição de Combustíveis
Relatório Setorial - Abril de 2021
Por Daniel Cobucci, CNPI
Dados de mercado
 
Em março, as ações do setor tiveram forte desempenho, puxado pela Braskem, que tem sido beneficiada por um forte aumento na demanda de seus produtos, além de melhores spreads petroquímicos.
 
Notícias e dados de petróleo & gás
 
Março -  O setor de O&G tem crescido com a entrada de maior liquidez e melhores perspectivas para companhias privadas. A Petrobras deve enfrentar desafios relacionados ao preço de diesel no começo de maio.
 
Principais notícias do setor
 
O setor de óleo & gás segue ampliando sua representatividade na B3. Ofertas recentes da 3R Petroleum e da PetroRio movimentaram R$ 3,5 bilhões em cinco meses. As duas companhias são especializadas na  revitalização de campos maduros e ampliaram financiamentos com o  objetivo de compra de ativos, seguindo uma estratégia bem sucedida, principalmente após a nova fase de desinvestimentos da Petrobras. 
 
Ainda há expectativa de que a PetroRecôncavo proceda com abertura de capital, além de perspectivas de outras empresas ligadas ao setor, como a Açu Petróleo (que oferece infraestrutura e serviços de movimentação de petróleo) e da Compass (do grupo Cosan e atua no segmento de gás e energia). 
 
— A Petrobras e os preços de produtos: recentemente causou repercussão nacional a elevação do preço do gás natural em 39%, apesar de prevista em contrato e relacionada ao aumento do IGP-M e dos preços de petróleo. Para o próximo mês, já na gestão do novo presidente da Petrobras, espera-se  desafios relacionados ao diesel. Isso porque nesse mês termina o benefício temporário de PIS/Cofins sobre o derivado, que já tem sido impactado pela elevação no preço do biodiesel (devido à alta do câmbio e do óleo de soja). 
 
Assim, segundo a Fecombustíveis, entidade que representa os postos, o diesel pode ficar até R$ 0,67/litro mais caro, o que representaria uma alta de 15% para o consumidor final. Com tamanha alta dois riscos já conhecidos voltam ao radar: mudanças na política de preços da Petrobras ou uma eventual greve dos caminhoneiros, caso não seja encaminhada outra solução.
 
Março
 
A Petrobras concluiu a primeira venda de refinaria do plano de desinvestimentos, mas não sem controvérsias. A OPEP+ decidiu por uma mudança de rumo e agora deve elevar gradualmente a produção a partir de maio.
 
— A Petrobras comunicou o fechamento do contrato para venda das ações da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), no estado da Bahia, pelo valor de US$ 1,65 bilhão, para o grupo Mubadala Capital. A transação enfrenta controvérsias, com questionamento pelo TCU (Tribunal de Contas da União), além de estudo feito pelo Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que estimou o valor da RLAM em US$ 3 bilhões. Os próximos passos desse questionamento podem impactar os planos de venda das refinarias e/ou de outros ativos.
 
— A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) informou na semana passada que decidiu elevar a produção de petróleo de forma gradual, entre os meses de maio a julho. Apesar de o comunicado não especificar volumes, veículos de imprensa apontaram a faixa de 350 mil barris para maio e junho e 400 mil barris para julho. O fato do mercado de petróleo não ter reagido de forma expressiva a essa surpreendente mudança de rumo pode sinalizar que já existe maior confiança na demanda, com  avanços na vacinação e perspectivas de recuperação econômica mais forte nos EUA. 
 
— A Odebrecht voltou a negociar a venda da Braskem, após a companhia ter encaminhado soluções para dois grandes problemas: o fechamento de acordos ligados ao fenômeno geológico de Alagoas e a volta do suprimento de etano no México. Ajuda muito para o timing da operação o bom momento dos spreads petroquímicos, já que produtos vendidos pela companhia, como PE, PP e PVC subiram muito mais do que a nafta.
 
Dados operacionais: distribuição de combustíveis
 
Em fevereiro, os volumes de vendas de combustíveis líquidos seguiram em queda, sinalizando que o primeiro trimestre de 2021 pode não ser favorável para o setor.
 
Volumes de vendas e market share
 
Em fevereiro, novamente observamos um declínio no volume de vendas nos principais combustíveis líquidos. Apesar de fevereiro ser usualmente um mês mais fraco, a magnitude da queda sinaliza consequências das restrições locais para contenção da segunda onda do corona vírus. Dado o descontrole da pandemia no país, não vemos motivo para acreditar em uma performance melhor no curto prazo, o que deverá prejudicar o resultado do 1T21 para as companhias.
 
Em relação a market share, o maior ganho de participação ante o mês anterior foi de outras bandeiras, se recuperando ante o forte crescimento da BR Distribuidora no mês anterior. Todavia, analisando o comportamento da média móvel de seis meses, a BR segue se destacando, enquanto Ipiranga e Raízen estão estáveis.
 
Dados operacionais: vendas de combustíveis líquidos
 
Em fevereiro, novamente observamos um declínio no volume de vendas em todos os principais combustíveis líquidos, tanto em comparação mensal quanto anual. A gasolina C apresentou o menor volume para o mês de fevereiro desde 2012.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito, elaborado por
DANIEL COBUCCI, analista senior do BB Investimentos

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: DANIEL COBUCCI, analista senior do BB Investimentos





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