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Editorial

19 de Abril de 2021 as 14:04:24



EDITORIAL - ANVISA aplica dois pesos e duas medidas na análise e aprovação da vacina russa SPUTNIK V



Horror, Indignação e Vergonha.
 
O ministro do STF, Ricardo Lewandowsky, determinou em 13.04 que a Anvisa se manifeste no prazo até 28.04, sobre a aprovação ou não da vacina russa Sputnik V.
 
A determinação do ministro resultou de pedido a respeito pelo conjunto de governadores do Nordeste que buscam adquirir milhões de doses da vacina.
 
Na última 6ª feira, a Anvisa respondeu ao STF e, em sua argumentação, a Agência de Vigilância Sanitaria declara terem sido apresentados dados insuficientes na documentação que lhe foi apresentada para avaliação a respeito da Sputnik V, pelo que não lhe seria possível fazer análise completa do potencial de riscos à vida trazidos pela Vacina, o que lhe impediria de manifestar-se positivamente a respeito.
 
Assim, embora o site da Anvisa indique ter ela recebido, em 26.03.2021, documentos relativos aos trabalhos de desenvolvimento e testes da vacina, realizados na Fase 1, 2 e 3, os documentos permanecem sob análise sem qualquer deliberação pela Agência.
 
A Anvisa destaca, em especial, que não recebeu dados sobre toxidade reprodutiva, referentes à reações sobre fertilidade e reações no desenvolvimento de embriões e na amamentação, por aqueles que se submeteram aos testes da Sputnik V.
 
Ocorre que análises de reações sobre fertilidade e desenvolvimento de embriões humanos exigem o transcurso de tempo suficiente para cobrir amostras estatísticas  cientificamente densas, para conclusões confiáveis pelos pesquisadores. Gravidez dura nove meses em humanos e a pandemia alastra-se pelo planeta há 15 meses, tempo insuficiente para que se possa tirar conclusões sérias a respeito de efeitos sobre fertilidade e fetos, bebês e amamentação. E isso, não somente a propósito da vacina Sputnik V, mas também a respeito das vacinas já aprovadas pela Anvisa.
 
A Anvisa concedeu registro definitivo a duas vacinas: (a) a do laboratório norte-americano Wyeth-Pfizer, a vacina denominada Comirnaty; e (b) a vacina do laboratório inglês AstraZeneca, desenvolvida na universidade de Oxford,  produzida no Brasil pelo Instituto Manguinhos, BioCruz.
 
Para uso emergencial, a Anvisa aprovou a vacina chinesa Coronavac, produzida em parceria do Instituto Butantan, do governo de São Paulo, com a empresa Sinovac Life Sciences Co. Ltd.   
 
Ao analisar as informações sobre essas três vacinas aprovadas, a Anvisa enfrentou o mesmo problema que alega impedir o estudo completo e a aprovação da vacina russa, Sputnik V: informações e pesquisas insuficientes.
 
À Astrazeneca e à Comirnaty, foi concedido o registro definitivo pela Anvisa; mas ambas apresentaram informações precárias à Agência sobre fertilidade, gravidez e desenvolvimento de embriões e lactação. Ambos laboratórios apenas declararam que ou não tinha dados ou que dados existentes não permitem quaisquer conclusões a respeito.
 
Quanto a Coronavac, relatório preparado pelo Instituto Butantan e encaminhado à Anvisa informa que "estudos realizados em animais revelam que não há risco fetal, mas não há estudos controlados em mulheres grávidas". Revela também que "não há informação sobre o uso da vacina durante a lactação (pag.4).  Desse modo, o relatório é explícito em recomendar que "o medicamento não deve ser utilizado em mulheres grávidas sem orientação médica ...".
 
Essas informações sobre essas três vacinas constam das bulas destinadas aos profissionais (médicos e enfermeiros) publicadas pela própria Anvisa. E as bulas recomendam cuidado na vacinação de gestantes.
 
No caso da vacina norte-americana Comirnaty, do laboratório Wyeth-Pfizer, por exemplo, a bula indica "não se sabe se tem impacto na fertilidade", e recomenda "esta vacina não deve ser usada por mulheres grávidas ou que estejam amamentando, sem  orientação médica ou do dentista."
 
No caso da vacina inglesa, Oxford/AstraZeneca, a bula para médicos indica que
 
"Há dados limitados sobre o uso da vacina Covid-19 em mulheres grávidas ou mulheres que engravidaram após receber a vacina. Os dados são insuficientes para fundamentar um risco associado com a vacina. Os estudos de toxicidade reprodutiva animal não foram concluidos".
 
E recomenda:
 
"Como medida de precaução, a vacinação com a vacina covid-19 não é recomendada durante a gravidez. O uso da vacina covid-19 em mulheres grávidas deve ser baseado em uma avaliação se os benefícios da vacinação superam os riscos potenciais".
 
Importante lembrar que as bulas das dessas vacinas aprovadas apresentam, também, restrições com relação à tromboze, e trombocitopenia, problemas neurológicos e de imunocomprometimento, intercambiabilidade entre diversas vacinas; enfim, possiveis efeitos para os quais inexistem estudos científicos que permitam conclusões definitivas.
 
Assim, parece haver algo estranho no processo de aprovação da vacina Sputnik V. Transparece a existência de algo como que dois pesos e duas medidas.
 
Seria terrível constatar que, mesmo diante dos números dramáticos das mortes pela Covid-19, a política de alinhamento automático aos EUA, praticada por JB-17 em seu desgoverno alucinado, estaria bloqueando o acesso da população à vacina russa, que apresenta o mais elevado nível de eficácia, de 91,6%, no combate à Pandemia e que já foi aprovada por 60 países.
 
Desse modo, parece serem verídicas as informações declaradas em site do governo norte-americano, de terem sido realizadas incursões de seus agentes junto a governos da América Latina, para buscar seu convencimento para que não sejam adquiridas vacinas produzidas pela Rússia.
 
Antes do fim do mês de abril deste ano, o País terá atingido 400 mil mortes, mantido o rítmo atual da escalada de mortes pela covid-19.  E o que nos resta é Indignação, vergonha, horror.
 
Maldita seja a elite canalha que continua apoiando esse governo genocida.
 
 
Confira no anexo a íntegra da bula aos médicos e enfermeiros da vacina Oxford-AstraZeneca, obtida no site da Anvisa. Ou acesse AQUI.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: DA REDAÇÃO JF





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