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Investimentos

28 de Abril de 2021 as 23:04:52



USIMINAS - Resultado no 1º Trimestre/2021: Novos Recordes e Novo Preço-Alvo das Ações



USIMINAS - Resultado no 1º Trimestre/2021 e Revisão de Preço
 
Novos recordes de receita e EBITDA; novo preço-alvo
 
Os resultados do 1T21 apresentados pela Usiminas foram novamente bastante robustos e acima de nossas estimativas. A companhia tem refletido em seus números o cenário favorável para siderurgia e mineração, com demanda aquecida e preços altos, e bateu novo recorde trimestral de receita líquida (R$ 7,1 bilhões) e EBITDA Ajustado (R$ 2,4 bilhões, margem de 34%). 
 
Novo Preço-Alvo
 
Aproveitamos a divulgação dos resultados para incorporar os números do 1T21 em ASDJX nosso modelo, o que nos levou a um novo preço-alvo 2021e para USIM5 de R$ 23,00/ação. Mesmo diante de números mais robustos, entendemos que a maior parte do potencial de valorização já foi precificada no rally recente observado nos papéis, razão pela qual mantemos nossa recomendação Neutra. 
 
Altos preços de minério de ferro compensam produção sazonalmente menor. O volume de produção de minério de ferro foi de 2,0 Mt (-11,2% t/t e +8,2% a/a), refletindo a sazonalidade do período de chuvas e paradas programadas para manutenção.
 
As vendas acompanharam a menor produção, ficando em 1,9 Mt (-14,3% t/t), mas foram compensadas por preços de minério de ferro superiores, de forma que a receita líquida do segmento atingisse R$ 1,5 bilhão (+4,7% t/t), representada majoritariamente pelas exportações (78%).
 
O EBITDA Ajustado do segmento atingiu R$ 1,1 bilhão (+12,5% t/t e recorde trimestral), com margem de 73% (+5,1 p.p. em relação ao 4T20, mesmo com volume de produção mais baixo e, portanto, menor diluição de custos fixos). 
 
Bom momento da siderurgia traz crescimento e alta rentabilidade. As unidades de siderurgia operaram a todo vapor no 1T21, alcançando uma produção de laminados de 1,3 Mt (+13,0% t/t). As vendas tiveram volume semelhante, o que representa um crescimento de 10,2% t/t, com incremento em todos os segmentos, principalmente o automotivo, cujo volume cresceu 15% t/t. 
 
Vale destacar que, mesmo com o anúncio de novas interrupções de produção, a indústria automotiva manteve os pedidos de aço e, assim, evoluiu para uma recomposição parcial de estoques de matérias-primas.
 
Outro ponto importante é que, no caso do aço, o mercado interno tem representado a maioria absoluta das vendas (93% no 1T21), e a empresa reforçou que continuará priorizando atender a indústria local, mas sem deixar de capturar oportunidades de exportações, dado que os preços internacionais de aço estão superiores.
 
Ainda com relação aos volumes, vale destacar, por fim, que empresa prevê que a demanda seguirá aquecida no 2T21, e divulgou guidance (estimativa) de vendas de 1,2-1,3 Mt para o período. 
 
A receita líquida do segmento atingiu R$ 5,8 bilhões (36,8% t/t), potencializada por preços de venda 23,6% maiores, em função dos reajustes implementados. Apesar do aumento de custos, tanto de matérias-primas como de uma maior compra de placas de terceiros, a empresa registrou um EBITDA Ajustado trimestral também recorde de R$ 1,3 billhão (114,2% t/t), com margem de 21,8% (+ 7,9 p.p. sobre o 4T20).
 
Soluções Usiminas ganhando relevância no resultado.
 
A unidade de transformação de aço, que consolida os negócios de distribuição, serviços e tubos, também apresentou forte crescimento de vendas, com receita líquida de R$ 1,7 bilhão (+26,7% t/t), que combina um incremento de 6,5% no volume com preços de venda superiores. 
 
O EBITDA Ajustado foi de R$ 248 milhões (+80,3% t/t), recorde trimestral apresentado pela unidade, com margem de 14,4% (+4,4 p.p sobre o 4T20). A companhia lançou recentemente sua plataforma de vendas online, que marca o início do processo de digitalização para ampliar o acesso ao varejo. 
 
Desempenho financeiro e alocação de capital. 
 
O resultado financeiro foi negativo em R$ 376 milhões, impactado negativamente pela variação cambial (vs. R$ 224 milhões positivos no 4T20, refletindo variação cambial positiva e efeitos de impairment - reavaliação de ativos). 
 
Apesar de não ter efeito caixa, comprometeu parte da alta rentabilidade operacional, levando a um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão (-37% t/t). Vale pontuar que houve um aumento expressivo no capital de giro no trimestre (R$ 4,9 bilhões, R$ 2 bilhões acima do 4T20), reflexo de maiores valores de estoques e contas a receber, em função do aumento de volumes e de custos de matérias-primas. A empresa acredita que o patamar elevado deverá se repetir no 2T21, pelas mesmas razões. 
 
Ainda assim, a Usiminas apresentou forte geração de caixa operacional, que contribuiu para a manutenção do nível de alavancagem do trimestre anterior (0,3x EBITDA), apesar de uma dívida líquida 51,5% superior à do 4T20 (R$ 1,7 bilhão). 
 
A principal estratégia da empresa com relação à alocação de capital é financiar os investimentos com a geração de caixa. O Capex foi de R$ 239 milhões no 1T21, e o guidance para o ano foi mantido (R$ 1,5 bilhão).
 
Apesar de não divulgar estimativa de investimentos para os anos seguintes, a empresa entende que o patamar de desembolsos anuais será superior ao dos últimos períodos.
 
Para isso, pretende manter a alavancagem em nível reduzido, pois entende que, pela natureza cíclica de seus negócios, precisa ter uma posição de endividamento confortável, que permita que continue implementando seus investimentos.
 
Assim, mesmo diante de uma posição de caixa fortalecida, não é esperada alteração na política atual de dividendos, que prevê a distribuição de 25% do lucro.
 
Desempenho das ações e revisão de preço 
 
As ações da Usiminas têm apresentado uma das melhores performances na B3 em 2021 até o momento. 
 
Acreditamos que a forte alta do papel seja reflexo 
 
(i)   do cenário favorável para siderurgia no mercado interno, com a demanda se mostrando aquecida mesmo diante de uma retomada da indústria mais lenta do que o esperado; 
(ii)  dos sucessivos reajustes de preços de aço, que poderão se estender pelo 2T21, bem como preços internacionais elevados; 
(iii)  da expectativa de manutenção de demanda e preços elevados para minério de ferro; e 
(iv)  da taxa de câmbio favorável. 
 
Diante da expectativa de continuidade do cenário favorável para o 2T21, atualizamos nosso valuation incorporando os resultados recentes e novas premissas de preços e volumes.
 
Entendemos que o patamar atual do preço da ação já está precificando as perspectivas positivas para o setor e para a empresa nos próximos meses. Com a revisão, nosso novo preço-alvo 2021e para USIM5 ficou em R$ 23,00/ação e, portanto, mantemos a recomendação Neutra
 
Tese de Investimento. 
 
Nossa tese de investimento para a Usiminas continua considerando:
 
(i) demanda por aço no mercado interno aquecida em 2021, em função da recuperação da indústria; 
(ii) segmento de mineração deve continuar altamente rentável no curto prazo, diante de preços favoráveis de minério de ferro; 
(iii) posição relevante da companhia nos segmentos de atuação, com operações integradas; e 
(iv)  disciplina financeira da empresa e redução da alavancagem, fatores que fortalecem a posição da Usiminas frente aos concorrentes, bem como propiciam um ambiente positivo para seus investimentos. 
 
Riscos. 
 
Dentre principais os riscos que podem afetar nossas projeções, destacamos: 
 
(i)  recuperação econômica aquém do esperado; 
(ii) queda significativa nos preços internacionais de minério de ferro no curto prazo; e 
(iii) mudança abrupta na dinâmica global do setor, que afete o movimento de comércio exterior das commodities.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito, elaborado por MARY SILVA, analista senior do BB INVESTIMENTOS

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: MARY SILVA, analista senior do BB INVESTIMENTOS





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