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Investimentos

Sábado, Dia 08 de Maio de 2021 as 02:05:08



AZUL - Resultado no 1º trimestre/2021: NEUTRO



AZUL - Resultado no 1º trimestre/2021
 
Proteção de caixa mantida, mas ritmo de recuperação ainda é lento; Neutro
 
A Azul apresentou, em nossa opinião, um resultado neutro no 1T21. Ainda que na comparação trimestral a companhia tenha apresentado evolução de 4,5% na receita de passageiros, na comparação anual houve uma queda de 39,8%.
 
O destaque positivo foram as receitas de cargas/outras que apresentaram crescimento 52,9% a/a, impulsionadas por ganhos em todos os segmentos de negócios da Azul Cargo. Com efeito, a receita líquida no 1T21 foi de R$ 1,8 bilhão, contra R$ 2,8 bilhões no 1T20.
 
Com relação ao número de passageiros transportados, houve uma queda de 20,2% a/a. Foram transportados, no 1T21, 5,2 milhões de passageiros contra 6,5 milhões no 1T20, enquanto a tarifa média apresentou uma desvalorização de 24,6% a/a.
 
Com isso, a receita líquida reduziu em 34,9% a/a, enquanto os custos e despesas operacionais caíram apenas 22,4% no mesmo período. Com efeito, o resultado operacional (EBIT) no 1T21 ficou negativo em R$ 214 milhões, contra R$ 173 milhões positivos no 1T20. 
 
Considerando as despesas de depreciação e amortização no valor de R$ 343,7 milhões, a companhia registrou pelo segundo trimestre consecutivo EBITDA Ajustado positivo, sendo de R$ 130 milhões no 1T21. A Azul encerrou o primeiro trimestre de 2021 com uma liquidez imediata, incluindo caixa e equivalentes de caixa, investimentos de curto prazo e recebíveis, de R$ 3,3 bilhões contra R$ 4,0 bilhões no 4T20.
 
O resultado financeiro da Azul trouxe uma despesa de variação cambial de R$ 1,6 bilhão contra R$ 4,2 bilhões no 1T21. Em função da renegociação dos contratos de leasing, houve um crescimento de 96,2% a/a nas despesas financeiras que atingiram R$ 860 milhões no 1T21. Por fim, o prejuízo no 1T21 foi de R$ 2,6 bilhões contra prejuízo de R$ 6,3 bilhões no 1T20.
 
Desempenho das ações. 
 
As ações da Azul apresentam uma desvalorização de 3,1% em 2021, contra uma performance perto de 0% no índice Ibovespa até o fechamento de 05.05. Se mantida a tendência de valorização da moeda brasileira frente ao dólar, observada nas últimas semanas, as ações das companhias aéreas poderão ganhar tração. A evolução do número de pessoas vacinadas no Brasil e no mundo também contribuirá para que os investidores aumentem o apetite pelas ações do setor aéreo.
 
Perspectiva. 
 
Permanecemos otimistas e confiantes com a disciplina de capital da Azul e sua estratégia de operar no Brasil em aeroportos com menor competição. A recuperação, ainda que lenta, deverá ganhar maior tração em 2022 com uma demanda reprimida querendo viajar após a pandemia.
 
Vale mencionar a estratégia de substituição de frota por aeronaves mais eficientes em termos de consumo de combustível, maior autonomia  de voo e menores emissões de poluentes.
 
A segunda onda da pandemia diminuiu a demanda por voos no primeiro trimestre de 2021. No entanto, a vacinação no Brasil segue o ritmo de imunização em compasso com a quantidade disponível de vacinas. Acreditamos que, com o avanço da vacinação, a demanda por voos deverá apresentar recuperação nos próximos trimestres. 
 
Com isso, mantivemos nossa recomendação de Compra e o preço alvo da AZUL4 de R$ 45,0 para o final de 2021, o que representa um potencial de valorização de 18,4% em relação ao preço de fechamento das ações em 05/05/2021.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito, elaborado por
RENATO HALLGREN, analista senior do BB INVESTIMENTOS

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: RENATO HALLGREN, analista senior do BB INVESTIMENTOS





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