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Economia e Finanças

07 de Junho de 2021 as 19:06:32



PETRÓLEO - Preços caem após atingirem o topo em 2 anos: US$ 72/barril



 
O petróleo caiu nesta 2ª feira, 07.06.2021, depois de atingir o maior preço em dois anos, acima de US$ 72/barril, pressionado pela realização de lucros e pela possibilidade de aumento das exportações de petróleo pelo Irã.
 
A elevação do preço até então ocorrida deveu-se a demanda crescente norte-americana e europeia, a medida que as restrições impostas para conter a disseminação da Covid-19 são suspensas nos países. Outro fator determinante da elevação do preço do óleo é a diminuição da quarentena na Índia, além da OPEP e seus aliados estarem cumprindo, até o final de julho, os limites de produção negociados pelo cartel.
 
Mas, os preços caíram nesta 2ª feira desde as máximas do início da sessão; e analistas citaram a pressão baixista trazida pelos dados chineses, que demonstram que as importações chinesas de petróleo caíram para o nível mínimo deste ano, no mês de maio.
 
O Brent caiu 40 centavos, para $ 71,49 o barril, após atingir seu maior valor desde maio de 2019, a $ 72,27. WTI fechou em $ 69,23, após atingir $ 70 pela primeira vez desde outubro de 2018.
 
Os investidores podem ter vendido alguns contratos para realiar lucro quando o WTI atingiu o número redondo de US$ 70/barril, afirmou Jim Ritterbusch, da Ritterbusch and Associates.
 
O petróleo bruto subiu nas últimas duas semanas. Brent valorizou-se em mais de 38% este ano, e o WTI, em 43%, ajudado por restrições de oferta da OPEP e seus aliados, e a demanda se recuperou em parte do colapso induzido pela pandemia Covid-19.
 
Opinião da Redação JF
 
O Irã e as potências mundiais abrirão a 5ª rodada de negociações em 10.06.2021, em Viena. Na pauta iraniana, a demanda pelo levantamento preliminar das sanções econômicas de Washington, para depois serem discutidos quaisquer outros itens. Na pauta estadunidense, a cessação do processo de enriquecimento de urânio pelo Irã para depois (e muito depois) serem suspensas as sanções.
 
Seria muita ingenuidade dos homens de mercado acreditarem na suspensão das sanções pelos EUA ao Irã, como fator de aumento da oferta mundial de petróleo pela agregação de novas exportações iranianas, e pressão baixista nos preços do óleo.
 
A incapacidade e o despreparo intelectual de Antony Blinken, chefe do Departamento de Estado dos EUA, sua volúpia bélica e seu compromisso com a indústria armamentista, por si só, garantiriam o fracasso das negociações. Pois os EUA não irão abrir mão de sua demanda pelo encerramento do processo iraniano de enriquecimento de urânio, ponto de honra do deep state.
 
Como se não fôsse o bastante, um acordo com o Irã, neste momento, poderia ser vendido à mídia pelo deep state como comprovação da senilidade e incapacidade mental de Joe Biden para exercer a presidência, passo inicial para a destituição de Biden em favor de sua vice-presidente. Biden sabe disso e não assinará acordo algum que suspenda sanções contra o Irã. 
 
Certamente, Kamala Harris, por sua vez, mais comprometida com os interesses do deep state estadunidense, poderia melhor representá-lo em sua guerra (dele) contra países que têm ousado afirmar sua soberania nacional: China, Rússia, Irã e Coreia do Norte. A suspensão das sanções contra o Irã, apressaria sua ascenção à presidência dos EUA.  
 
Nesse quadro, é pouco provável que o preço do petróleo deixe a tendência ascendente que tem se observado, ao menos até a próxima reunião da OPEP para discutir o tema, no final de julho.


Fonte: El Economista, tradução, adaptação e copidescagem da Redação JF





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