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Investimentos

14 de Julho de 2021 as 01:07:14



CONSTRUÇÃO CIVIL - Relatório Setorial de Desempenho - Julho 2021



CONSTRUÇÃO CIVIL - Relatório Setorial - Julho 2021
 
Por Kamila Oliveira, CNPI
do BB Investimentos
Dados de Mercado – Construção Civil
 
O Índice Imobiliário (IMOB) variou -3,4% no mês de junho, 3,9 p.p. abaixo do desempenho do Ibovespa. Embora tenha ocorrido a aceleração da recuperação da economia doméstica e do ritmo de vacinação no período, os índices foram impactados pelas discussões envolvendo a reforma tributária e taxações sobre a distribuição de dividendos.
 
Em junho, o IMOB apresentou desempenho inferior ao do Ibovespa, refletindo as discussões envolvendo a reforma tributária e taxações sobre a distribuição de dividendos
 
O Ibovespa subiu levemente no mês de junho, alcançando 0,5%. Durante o mês, o índice vinha refletindo a aceleração da recuperação da economia doméstica; entretanto, ao fim do período, foi impactado pelas discussões envolvendo a reforma tributária e taxações sobre a distribuição de dividendos. 
 
O Imob, por sua vez, terminou o mês em -3,4%, 3,9 p.p. abaixo do Ibovespa, refletindo a permanência das incertezas sobre o aumento dos custos dos insumos e a aceleração na alta das taxas de juros no país. Nesse cenário, dentre as companhias do nosso universo de cobertura – Direcional, Moura Dubeux e Tenda – apresentaram desempenho acima do Ibovespa em junho, dado o modelo modelo de negócios de cada companhia.
 
Em primeiro de julho, a MRV comunicou a venda de dois empreendimentos nos Estados Unidos pelo VGV (valor geral de venda) de US$ 78,5 milhões, representando um lucro líquido de US$ 17,8 milhões. 
 
Em julho, as incorporadoras do nosso universo de cobertura devem divulgar prévias operacionais referentes ao 2T21, e acreditamos que os resultados serão positivos, embora os lançamentos possam ser penalizados pelo fechamento temporário de estandes de vendas no período.
 
Indicadores de Atividade
 
A melhora das expectativas para os próximos meses indicam otimismo do setor.
 
O nível de atividade avançou em maio para 48,4 pontos, um aumento de 1,9 ponto em relação ao mês anterior. Mesmo com esse acréscimo, o índice se mantém abaixo dos 50 pontos, indicando redução da atividade no período, mas em um ritmo menor que o registrado em abril. 
 
As expectativas para junho subiram 1,4 pontos, marcando 57,1 pontos. A melhora desse indicador, que segue superior aos 50 pontos, mostra o otimismo do setor com os próximos meses. 
 
A intenção de investimento diminuiu para 41,6 pontos em junho, enquanto a utilização da capacidade operacional permaneceu estável em 63% em maio. O indicador de intenção de investimento apresentou leve decréscimo de 0,2 pontos m/m, permanecendo acima de sua média histórica de 34,9 pontos. 
 
Os dados divulgados pela Abrainc revelaram que as vendas líquidas no Brasil no 1T21 cresceram 64,7% a/a para o segmento de médio e alto padrão, enquanto para o segmento de baixa renda aumentaram 30,6% a/a.
 
O gráfico superior (vide aneo) mostra aumento nas vendas de unidades nos UDM (+24,2% a/a) e nos lançamentos UDM (14,8% a/a) até março (últimos dados disponíveis), com o nível de estoques apresentando uma leve queda (equivalente a ~10,6 meses de vendas).
 
No gráfico inferior, um olhar sobre entregas e distratos como percentual das unidades entregues. Em março, os distratos atingiram 25,3% (-0,4 p.p. m/m e +6,6 a/a). 
 
Em relação aos dados do 1T21, no segmento de baixa renda, os lançamentos cresceram 30,6% a/a e as vendas líquidas avançaram 25,9% a/a e o percentual de distratos atingiu 11,3% (0,0 p.p. a/a). Já para segmento de média e alta renda, os lançamentos aumentaram 64,7% a/a, enquanto as vendas líquidas caíram 4,8% a/a, com o percentual de distratos alcançando 15,8% (-0,2 p.p. a/a). 
 
No geral, o 1T21 representou avanço de 38,7% a/a e 20,9% a/a nos lançamentos e vendas líquidas, respectivamente, para o segmento residencial, enquanto o percentual dos distratos ficou em 11,9% (-0,2 p.p. a/a).
 
Funding e Novas Contratações
 
Contratações para empresas nos UDM aumentaram 3,0% a/a, enquanto para pessoas físicas cresceram 50,5% a/a no mesmo período.
 
Conforme os últimos dados divulgados pela Abecip, a captação líquida da poupança nos últimos 12 meses foi de R$ 48,6 bilhões até maio (últimos dados disponíveis), queda de 39,3% a/a.
 
As contratações com funding da poupança nos últimos 12 meses atingiram R$ 167,3 bilhões em maio, 96,0% superior no a/a.
 
As variações das contratações UDM para empresas e pessoas físicas, em maio, foram de 3,0% e 50,5%, respectivamente, quando comparadas com o mesmo período do ano anterior.
 
Em abril (últimos dados disponíveis), a captação líquida dos últimos 12 meses no FGTS veio negativa em R$ 1,2 bi, refletindo, principalmente, as medidas governamentais adotadas durante a pandemia, que autorizaram saques do fundo com o intuito de contribuir com a renda da população. As contratações UDM com recursos do FGTS alcançaram R$ 49,5 bi em junho, 6,2% inferior a/a.
 
Dados de Crédito e de Emprego
 
Os números observados no mercado de trabalho relativos ao setor da construção indicam uma melhora da atividade após o início da pandemia Covid-19.
 
De acordo com os dados do Bacen, a taxa de juros para PF diminuiu 0,1 p.p. em maio, para 6,6%, enquanto a PJ aumentou 0,4 p.p. na mesma comparação, alcançando 8,0%.
 
A taxa de inadimplência da PF subiu para 1,7% (+0,1 p.p. m/m), bem como a PJ, que saltou 10,6 p.p. m/m, atingindo 13,8% em maio.
 
Ainda em maio (últimos dados disponíveis), os dados do novo Caged registraram saldo positivo – entre admissões e desligamentos – de postos de trabalho de 280.666 vagas. Com isso, as vagas formais de emprego acumularam um saldo líquido positivo de 2.663 mil nos últimos 12 meses (até maio).
 
No setor de construção, para o mesmo período, o saldo entre admissões e desligamentos resultou em 22.611 vagas e o acúmulo de vagas formais de emprego atingiram o saldo líquido de 325 mil nos últimos 12 meses.
 
Índice de Preços
 
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) atingiu 2,30% em maio, a maior taxa em 13 anos.
 
No mês de junho, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), medido pela FGV Ibre, subiu 0,50 p. p. em relação ao mês anterior, atingindo 2,30%. No acumulado dos últimos doze meses, o índice avançou de 14,62% em maio para 16,88% em junho, enquanto em 2021, o índice acumula alta de 9,38%. A melhora do indicador foi impulsionada pela alta do índice de Mão de Obra, que registrou um avanço de 0,99% em maio para 2,98% em junho. Todas as linhas desse indicador aumentaram: auxiliar (1,01% para 3,02%), técnico (1,00% para 3,08%) e especializado (0,91% para 2,51%).
 
Já o índice de Materiais, Equipamentos e Serviços arrefeceu de 2,58% para 1,65% em junho, com a queda de Materiais e Equipamentos de 2,93% para 1,75%, enquanto a linha Serviços teve crescimento de 0,95% para 1,19%.
 
Na comparação anual, o INCC-M está 1,98% acima do observado em junho/20, salto impulsionado tanto pelo índice de Mão de Obra (+2,98% a/a), quanto pelo indicador de Materiais, Equipamentos e Serviços (+0,97% a/a)
 
Dados de Confiança
 
O Índice de Confiança da Construção (ICST) registrou a segunda alta de 2021, recuperando o nível do início do  ano
 
No mês de junho, o Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela FGV Ibre, subiu 5,2 pontos e atingiu 92,4 pontos, a segunda alta consecutiva deste ano. O desempenho do indicador no mês de junho refletiu a melhora da percepção dos empresários na avaliação sobre o momento atual e das expectativas em relação aos próximos meses. Assim, tanto a situação atual, quanto as expectativas, aumentaram no mês de junho (+4,0 pontos e +6,4 pontos m/m, respectivamente).
 
Na comparação anual, o ICST está 15,3 pontos acima do observado em junho/20, salto impulsionado tanto pela percepção da situação atual (+18,0 pontos a/a), quanto pelas expectativas futuras (+12,2 pontos a/a).
 
O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção, por sua vez, subiu 3,0 p.p. m/m, para 77,4%. A maior contribuição veio do NUCI de Mão de Obra, que avançou 3,2 p.p, para 78,9%. Já o NUCI de Máquinas e Equipamentos aumentou 0,8 p.p, para 70,3%.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório preparado a respeito por 
Kamila Oliveira, CNPI, do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: Kamila Oliveira, CNPI, do BB Investimentos.





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