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Editorial

15 de Setembro de 2021 as 03:09:07



EDITORIAL - Armas Nucleares para deter a Rapinagem Imperial, a Estratégia Norte Coreana



EDITORIAL
 
Nesta 2ª feira, 13.09, a agência de notícias da Coreia do Norte, KCNA, informou que as forças armadas daqulele testaram novo míssil de cruzeiro de longo alcance.
 
O míssil cumpriu com sucesso uma trajetória oval de 1.500 km, por cerca de 2 horas, sobrevoando as aguas e o solo do país em busca do alvo programado. O teste destinou-se a verificar o controle de navegação, a precisão e o funcionamento do míssil.
 
Há notícia de que o míssil teria realizado vôo a 500 metros de altura, de modo a passar desapercebido pelos radares dos EUA, o que assustou o Pentágono e levou-o a divulgar nota de repúdio e de alerta a respeito do grave risco que, no seu entender, representaria à comunidade internacional. . 
 
O teste bem sucedido desse míssil norte coreano sinaliza o sucesso da estratégia de Kim Jong-un que, já no governo de Donald Trump, resultou na disposição daquele ex-presidente de sentar-se à mesa de discussões, algo que Barac Obama e George W. Bush jamais ousaram sequer imaginar. Contudo, a disposição norte-americana serviu unicamente a objetivos retóricos, porquanto não se traduziram em reversão de sanções mantidas pelos EUA contra a Coreia do Norte, ainda classificado com Estado Apoiador do Terrorismo. 
 
O poder de dissuasão das armas atômicas da Coreia do Norte e, notamente, seus mísseis com ogivas nucleares de longo alcance, capazes de carregar as bombas atômicas miniaturizadas, também já desenvolvidas pelo país, e de atingir pontos do território norte-americano, compõem barreira poderosa às ameaças insanas de completa devastação da Coreia do Norte, vociferadas pelos falcões da ultra-direita belicista bi-partidária que domina, de há muito, o Pentágono e o Departamento de Estado norte-americano.
 
A estratégia norte-coreana não resultou do pretenso belicismo inconsequente de um ditador, na expressão do governo americano, mas de ameaças concretas de invasão do território norte-coreano e sua completa destruição, formuladas por George W. Bush no Discurso do Estado da União, perante o Congresso,  em 2002, ao lançar sua Doutrina Bush, sob intensos aplausos das claques congressistas republicana e democrata. 
 
Essa perspectiva norte-americana a respeito do relacionamento EUA-Coreia do Norte está introjetada no deep state estadunidense e pode ser observada nos dias atuais. Recentemente, o ex-assessor de segurança John Bolton, um dos mais extremados falcões republicanos, foi demitido pelo presidente Donald Trump, durante seu governo, em "razão de atormentá-lo" (sic) com orientações para que autorizasse bombardeio nuclear do Irã e da Coreia do Norte. Esse mesmo Bolton, em 23.08.2021, em artigo no Washington Posto, recomendou ao governo Joe Biden autorizar o bombardeio do arsenal nuclear do Paquistão, além de cortar a ajuda econômica e militar e as relações diplomáticas com esse país, e manter as tropas americanas no Afeganistão. 
 
O Discurso do Estado da União de 2002, de George W. Bush perante o Congresso,  ao lançar a Doutrina Bush, revelou que os EUA implementariam uma política de ataques militares preventivos contra nações que alegadamente estariam apoiando organizações terroristas. Bush mencionou o Iraque, a Coreia do Norte e o Irã como nações integrantes do "Eixo do Mal", que seriam grande ameaça à paz mundial e que seriam punidas.
 
Depois disso, o Iraque foi invadido e destruido pelos EUA e pelo Reino Unido, em 2003, sob a falsa alegação de armazenar armas químicas e de destruição em massa. À destruição do Iraque seguiu-se a destruição da Síria e do Líbano, em "primaveras árabes" insufladas pela CIA, com o objetivo de fazer alçar ao poder títeres filo-americanos para, no caso específico da Síria, desalojar de seu território a base militar russa que permite acesso facilitado ao Mar Mediterrâneo à Rússia.
 
Lembremo-nos também que nesses dias de setembro de 2021, as forças norte-americanas roubam diariamente cerca de 150.000 barris de petróleo extraído do território da Síria. Além disso, empresas norte-americanas extraem petróleo no território iraqueano, riqueza que havia sido nacionalizada por Sadam Hussein, a verdadeira razão de sua morte e da invasão do Iraque, a terceira maior reserva de petróleo do planeta.
 
Nesse quadro de rapinagem e destruição de países promovidas pelo Pentágono e Departamento do Estado norte-americano, nada mais lógico que Coreia de Norte e Irã, países altivos, tenham com afinco se dedicado --  após a ameaça formulada por George W. Bush, de destruição dos três países ditos "integrantes do Eixo do Mal" --  ao desenvolvimento acelerado de bombas nucleares e mísseis de longo alcance, destinados a dissuadir os falcões americanos da rapina.
 
Prestes a perder a Eletrobras e Os Correios, o Brasil do Zé Carioca, boa gente, simpático, hospitaleiro e que tudo releva, talvez não tivesse perdido seu Pré Sal, sua indústria naval, seu desenvolvimento econômco e social e sua dignidade, caso seguisse estratégia semelhante à norte-coreana.
 
Mas, também, teria de ter antes punido seus militares golpistas e torturadores de 1964, para que não mais articulassem novos golpes de estado no País, destinados a atender objetivos estratégicos do Grande Irmão do Norte, em cooperação com a elite ultra-liberal e internacionalista do Pais, a mais canalha do planeta.


Fonte: REDAÇAO JF





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