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Editorial

08 de Março de 2022 as 01:03:21



EDITORIAL - A Escalada do Preço do Petróleo, Desatino da Política Externa dos EUA


EDITORIAL
A escalada do preço do petróleo e o desatino da política externa dos EUA
afundam a economia mundial
07.03.2022
 
A midia corporativa não abandona o hábito de mentir compulsivamente, faz parte de seu modo de ser oportunista. A última 'batatada' foi a de que a Rússia "ameaça" que o barril de petróleo chegará a US$ 300/barril.
 
Uma frase um pouco menos abusiva da inteligência do público seria "a Rússia 'alerta' que o barril de petróleo ...".  Mas, também, não é nada disso, pois quem fez o alerta não foi algum integrante do governo russo; e, sim, o ex-primeiro ministro da Ucrânia, Alexander Novak, que antes havia sido ministro da energia daquele país ... um expert, nenhum comediante. 
 
A imprensa corporativa jamais foi imparcial, não narra fatos, narra versões, as versões de interesse dos ocupantes do poder, notadamente quando os órgãos de imprensa estão há décadas com patrimônio líquido negativo e subsistem pela publicidade dos grandes bancos e corporações internacionais, que ditam sua pauta.
 
Nessa 2ª feira,o preço do petróleo manteve acelerada sua trajetória ascendente; O Brent tocou US$ 139,13 e fechou em US$123,21; e o WTI, US$130,50 e US$119,40, respectivamente.
 
As cotações internacionais já subiram cerca de 60% neste 2022, correspondentes a 0,726% ao dia, capitalizados, em dólar. E os especuladores que operam no mercado futuro de petróleo, na bolsa de Chicago,  nunca ganharam tanto dinheiro. Da mesma maneira, os acionistas da Petrobras, por todo esse período, ainda que o preço das ordinárias e preferenciais tenha caído 7%, nesta 2ª feira, em razão do case de marketing do Planalto, a indignação para inglês ver, especulativa de mudanças na "planilha de custos" de combustíveis da maior empresa brasileira.
 
De qualquer modo, o preço futuro do petróleo no mercado internacional é definido como no padrão habitual de mercado oligopolista, que realmente é, mas em que têm grande peso o governo dos EUA e da Arábia Saudita, invariavelmente trabalhando juntos na manipulação desses preços.
 
Ambos paises fizeram isso, no governo Obama, para derrubar três coelhos com uma só cajadada: Venezuela, Brasil e Rússia. Forjaram a queda os preços do petróleo; e com isso, no caso venezuelano, derrubaram as receitas do país e do governo Maduro e enfraqueceram a estatal do petroleo. 
 
O mesmo, no caso russo, em que as grandes receitas com exportação de petróleo e gás natural puderam alimentar a recuperação da economia daquele país e de sua capacidade bélica. Obama precisa fazer algo e o fez: derrubou os preços do petróleo no mercado internacional.
 
No caso brasileiro foi-nos também bastante cruento. A queda da cotação do petróleo alimentou o discurso de incompetência técnica e corrupção na Petrobras. Ainda que a Petrobras consiga tirar o petróleo do Présal ao custo de apenas US$5,50/barril, com altíssima produtividade e rentabilidade, a mídia golpista e canalha propalou a tese mentirosa de que, ao preço internacional de US$20,00/barril, até onde caiu o preço do óleo há cerca de seis anos, a Petrobras seria deficitária na operação do Présal. Obama precisa fazer algo. Visitou Dilma Rousseff no Planalto, pediu sem sucesso espaço no Présal, além de autorização para importações de urânio in natura e compras de caças F-16.  Articularam-se o Departamento de Justiça norte-americano, o Departamento de Estado, o FBI, a CIA e a Embaixada dos EUA, a turma filo-americana da Operação Lava-Jato e o Marreco de Curitiba, além do grande empenho do senador José Serra, em um movimento privatista da propriedade dos poços do ouro negro brasileiro, que permitiu o apossamento de parcelas do Présal pela Exxon americana e o grupo anglo-holandes da Shell
 
Assim, os preços do petróleo respeitam variáveis políticas e geopolíticas. São também importantes em sua definição, neste momento, fatores comoo risco de descontinuidade na oferta proporcionados pela pandemia e pelo conflito Rússia-Ucrânia.
 
Além disso, Biden neste exato momento medita se proibirá ou não a negociação do petróleo russo no mercado internacional; um grande poder nas mãos de alguem aparentemente portador de debilidade senil e incapacidade mental, conforme alerta de 120 generais e almirantes aposentados dos EUA, que, em carta aberta de 10.05.2021 [clique AQUI], manifestaram sua preocupação sobre as reais condições físicas e mentais de Joe Biden e sua capacidade de conduzir o governo. Desnecessário acrescentar importante parcela do o empresariado mundial é contraria à medida; e há que diga que poderá ser fator de grande depressão econômica internacional.
 
Isso tudo jogou e joga o preço do petróleo lá pra cima. Da mesma maneira, essa guerra em curso. Acontece, que a Rússia tem market share de 7% nesse mercado e sua saída as abrupta dele será um grande estresse, um tombo na economia mundial a cessação do suprimento necessário ao funcionamento da economia mundial.
 
O panorama é tão grave para Washington que uma equipe de profissionais da Casa Branca foi na semana passada negociar com Nicolas Maduro o retorno da Venezuela ao mercado do petróleo; algo politicamente impensável há poucos semanas e que exigiria grandes investimentos venezuelanos que teriam resultados no médio prazo.
 
De igual forma as negociações com Irã sobre o acordo nuclear, em Paris. O país sofre sanções norte-americanas sobre sua economia desde 1979; e não aparenta qualquer interesse em retirá-las e somente oferece promessas. Muito cinismo americano, após tanto estrago que os EUA fizeram em ambos os países. Resultado prático, nenhum.
 
Biden já deu motivos de sobra para ser alvo de impedimento. A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosei, espera o quê para deflagrar o afastamento do presidente por insanidade senil ? Um momento oportuno ? Ele jamais será reeleito e avizinha-se de uma grande derrota do partido Democrata nas eleições congressuais no final deste 2022. O partido Democrata precisa livrar-se dele logo, algo precisa ser feito agora.
 
Quousque tandem abutere patientia nostra ?


Fonte: da REDAÇÃO JF





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