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Investimentos

10 de Abril de 2021 as 17:04:33



LOJAS AMERICANAS - Novo Preço-Meta da Ação em bolsa em razão das restrições ao comércio físico



Lojas Americanas
 
Pressão no desempenho da ação não reflete potencial do Universo Americanas
 
Após revisarmos nossas premissas de valuation e incorporarmos os resultados referentes ao 4T20, nosso novo preço-alvo de LAME4 para o final de 2021 é R$ 33,90 (antes R$ 35,30).
 
A queda em nosso preço-alvo reflete um cenário mais desafiador de curto prazo, dada a retomada de medidas restritivas ao comércio físico em 2021
 
No entanto, mantemos nossa recomendação de Compra, pois entendermos que o preço corrente do papel não reflete o preço justo de Lojas Americanas.
 
Desempenho da Ação. 
  
Os papéis de LAME4 amargam uma queda de 14,7% em 2021, em linha com o tombo observado nos papéis das demais companhias do segmento de varejo eletrônico, refletindo o maior impacto da elevação das taxas de desconto nessas companhias frente às que apresentam um crescimento mais suave.
 
Ao nosso ver, essa queda não se justifica, dada a boa tese de investimento do Universo Americanas (Lojas Americanas, B2W Digital, Ame), as boas perspectivas para o segmento, além da expectativa de conclusão do estudo referente a uma potencial combinação de negócios entre a Lojas Americanas e a B2W Digital, o que deve destravar ainda mais valor dessas companhias.
 
Nesse contexto, mantemos nossa recomendação de Compra.
 
 
Evolução do Plano Estratégico. 
 
Em 2020, o Universo Americanas, composto pelo braço físico (Lojas Americanas), digital (B2W Digital) e financeiro (Ame), iniciou um novo ciclo estratégico, cujo foco da Lojas Americanas consiste em incrementar continuamente a oferta de produtos e serviços financeiros, bem como ampliar sua disponibilidade e a conveniência para o cliente. 
 
Abaixo, destacamos as seguintes evoluções observadas ao longo do ano:
 
(i) Expansão orgânica – foram abertas 32 lojas ao longo de 2020, com aumento da participação da companhia fora da região Sudeste em 0,7 p.p., para 50,3% da base total de lojas. A companhia ainda fechou 25 lojas, em linha com o seu trabalho de otimização de portfólio;
(ii) Sortimento – ao longo do ano, a companhia promoveu uma readequação de seu sortimento, priorizando e ampliando o sortimento de itens básicos como álcool gel, higiene pessoal, material de limpeza, cuidados com bebê, alimentos, bebidas, entre outros. 
Além disso, no 3T20, as áreas de marcas próprias da Americanas e da B2W se fundiram, aumentando o número de marcas próprias oferecidas pelo Universo Americanas de 15 para 26, e permitindo que diversos produtos de marcas próprias, antes disponível apenas on-line, ficassem disponíveis em lojas físicas para retirada em 1h;
(iii) Produtividade em Loja – a produtividade em loja medida pelo crescimento de vendas/m² foi positivamente influenciada por uma estratégica comercial voltada para itens básicos, bem como pelo crescimento das iniciativas O2O (“online to offline”), combinando diferentes modalidades de entrega em loja física de produtos adquiridos pelos canais digitais. 
 
Desempenho econômico-financeiro em 2020. 
 
A receita líquida da Lojas Americanas (controladora) foi de R$ 11,3 milhões, decréscimo de 6,7% na comparação anual, prejudicada pelo fechamento de lojas localizadas em shopping centers durante os períodos em que vigoraram medidas restritivas ao comércio físico visando à contenção do Covid-19.
 
Vale observar que, a despeito dessa queda, as vendas mesmas lojas considerando apenas as lojas localizadas na rua foi positiva em todos os trimestres, corroborando a acertada estratégia de mix de produtos e as iniciativas implementadas ao longo do ano.
 
A margem bruta, por sua vez, caiu 0,6 p.p. a/a como reflexo dos ajustes realizados no sortimento, o qual priorizou itens essenciais cujas margens são menores a dos demais itens. 
 
Parte da queda observada na margem bruta foi anulada por um rígido controle das despesas de VG&A, permitindo uma menor perda de alavancagem operacional. Com isso, a margem EBITDA Ajustada atingiu 21,4%, 0,3 p.p. inferior a/a. Vale observar que, se excluída a equivalência patrimonial, a margem EBITDA Ajustada teria vindo praticamente estável na comparação anual (-0,1 p.p.).
 
Já a margem líquida sofreu uma queda de 0,7 p.p., prejudicada pelo aumento de outras despesas operacionais relacionadas à pandemia do Covid-19.
 
No que se refere à alavancagem financeira, a Lojas Americanas promoveu operações de otimização de sua estrutura de capital com um follow-on (oferta subsequente de ações) no 3T20 e posterior emissão de bonds no mercado internacional. Com isso, a companhia fechou o ano com uma posição de caixa líquido R$ 609,2 milhões, ante uma dívida líquida de R$ 3,3 bilhões em 2019. 
 
Por fim, quanto aos investimentos realizados no período, destacamos que o Capex totalizou R$ 876,5 milhões, ou 7,7% da receita líquida (controlada), divididos em obras de inauguração/melhorias de lojas (~67%), tecnologia (~26,5%) e outros (~6,5%).
 
Perspectivas.
 
A retomada de medidas governamentais visando à contenção da nova onda de Covid-19 desde o final do ano passado deve impactar negativamente os resultados da companhia, principalmente neste início de 2021, haja vista a necessidade de fechamento de lojas localizadas em shopping centers.
 
Além disso, o cenário de pandemia reforça a mudança de mix de produtos adotada pela companhia em meados de 2020, com preferência por itens mais básicos de consumo e que contam com margem bruta inferior. 
 
Apesar desses percalços de curto prazo, acreditamos que a Lojas Americanas será capaz de manter margens operacionais estáveis, tal como observado ano passado, aproveitando-se cada vez mais das iniciativas omnicanais envolvendo a B2W Digital e seu braço financeiro, a Ame Digital.
 
Merece menção positiva a aprovação, pelos conselhos de administração da Lojas Americanas e B2W Digital, do início de um estudo visando à potencial combinação operacional entre Americanas e B2W. 
 
Esperamos a aprovação dessa combinação nos próximos meses contribua para a valorização dos papeis da Lojas Americanas, haja vista as diversas sinergias que poderiam ser capturadas como resultado, tal como aproveitamento de créditos fiscais da B2W Digital, integração de estoque e uso compartilhado de dados de compras e de clientes.
 
Revisão de Preço.
 
Em nossa revisão de preço, incorporamos os resultados referentes ao 4T20 e também: 
 
(i) crescimento de receita líquida inferior ao anteriormente previsto, devido às novas rodadas de fechamento do comercio físico por estados e municípios; 
(ii) pressão sobre a margem bruta em decorrência da manutenção do sortimento de produtos mais aderente a itens básicos; e 
(iii) melhoria do resultado financeiro em decorrência da otimização de capital ocorrida no 2S20.
 
Tese de Investimento. 
 
A tese de investimento da Lojas Americanas baseia-se no ecossistema criado pelo Universo Americanas para manter o crescimento de vendas no canal físico, o que inclui: 
 
(i) robusta estrutura logística já desenvolvida e agregando novas iniciativas com vistas aumentar o nível de serviço; 
(ii) incremento no sortimento de itens e sellers cadastrados na B2W Marketplace, cujos produtos podem ser vendidos pela Prateleira Infinita e contam com as lojas físicas do Universo Americanas como modalidade de entrega; e 
(iii) desenvolvimento de um super App e de soluções financeiras para os clientes do Universo Americanas, capazes de aumentar a recorrência de compras e frequência de uso do aplicativo.
 
Riscos. 
 
Os riscos existentes à tese de investimento da Lojas Americanas são: 
 
(i) impacto de investimentos em aquisição de cliente e no desenvolvimento da omnicanalidade acima do esperado; 
(ii) incapacidade de abrir e operar novas lojas, com crescimento de vendas abaixo do esperado; 
(iii) incapacidade de escalar e rentabilizar a solução financeira oferecida aos seus clientes (Ame Digital); e 
(iv)  incremento das provisões com devedores duvidosos acima do esperado.
 
ESG. 
 
Assumimos o compromisso de integrar aspectos ambientais, sociais e de governança corporativa (“ESG”, na sigla em inglês) nas análises das empresas de nosso universo de cobertura, a fim de atender ao interesse cada vez maior dos investidores nesse assunto.
 
O rating ESG da Lojas Americanas, atribuído pela Refinitiv, é B+ (B no pilar ambiental, A- no pilar social e B no pilar Governança), sem qualquer apontamento relacionado a controvérsias. Apesar da companhia não ter divulgado ainda um novo Relatório de Sustentabilidade desde nosso último relatório acerca do seu ESG (vide aqui), destacamos abaixo algumas iniciativas ocorridas ao longo de 2020 sobre esse tema.
 
No aspecto ambiental, a companhia conquistou o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol pela auditoria das emissões de gases de efeito estufa (GEE) pelo 4º ano consecutivo. Em 2020, a companhia coletou mais de 900 quilos de resíduos sólidos na Amazônia, contribuindo para a redução do descarte direto de resíduos nome o ambiente. Vale mencionar, ainda, que a Ame Flash realizou a compensação das emissões históricas de CO2, tornando esse modelo carbono neutro.
 
Já no aspecto social, a Lojas Americanas efetuou a doação de R$ 5 milhões para a construção da fábrica de vacinas no Instituto Butantã, bem como a doação de 35 mil roupas de bebê para a União dos Moradores do Comércio Paraisópolis.
 
Vale destacar ainda que a companhia consta, pelo 7º ano consecutivo, na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, além de ter sido selecionada para compor a carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2), também da B3.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório a respeito,
elaborado por GEORGIA JORGE, analista do BB INVESTIMENTOS

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, analista do BB INVESTIMENTOS





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