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Economia e Finanças

20 de Fevereiro de 2019 as 00:02:19



EMBRAER e o Acordo Master com a BOEING de 24.de Janeiro



EMBRAER e o Master Transaction Agreement
 
Joint Venture sobre Aviação Comercial e
KC-390 apoiarão a estratégia de longo prazo da Embraer
 
Análise realizada pelo BB Investimentos
 
Em 24 de janeiro, a Embraer e a Boeing firmaram um Acordo Mestre de Negociação, um acordo de parceria estratégica na aviação comercial e um Contrato de Contribuição, que concluiu os termos e condições para a criação de uma joint venture para promover e desenvolver novos mercados e aplicações. o avião multi-missão KC-390.
 
A Transação será concluída após
 
(i) a deliberação e aprovação da Transação pelos acionistas da Embraer em Assembléia Geral Extraordinária;
(iI) a aprovação pelas autoridades brasileiras, pelos EUA e outras jurisdições aplicáveis; e
(IIi) a satisfação de outras condições usuais em operações desta natureza.
 
A Assembléia Geral Extraordinária será realizada em 26 de fevereiro de 2019.
 
Aviação Comercial.
 
A Boeing adquirirá uma participação de 80% no segmento de aviação comercial por US$ 4,2 bilhões. Segundo a Embraer, a separação dos negócios e a criação da nova empresa vão gerar custos em torno de US $ 1,2 bilhão. Como resultado, a receita líquida da Embraer será de US$ 3,0 bilhões.
 
A Embraer também concordou com o direito de vender (opção PUT) os 20% restantes ao preço de compra ajustado pela inflação ao longo de um período de 10 anos. Depois disso, a Embraer terá o direito de vender sua participação de 20% ao valor de mercado.
 
KC-390.
 
Além da parceria no segmento de aviação comercial, as negociações incluem a criação de uma parceria no projeto KC-390, onde a Embraer terá 51% e a Boing participação de 49%.
 
Vale ressaltar que a Boeing já tinha o direito de vender a aeronave KC-390 com o recebimento de taxas de comissionamento. No entanto, a JV criada trará benefícios de sinergias de custos entre as empresas e contará com a contribuição da Boeing para os novos investimentos proporcionalmente à parceria.
 
Além disso, o projeto KC-390 poderia se beneficiar do poder de barganha da Boeing com os países relevantes na aquisição de equipamentos de guerra, como os EUA.
 
A parceria visa capturar sinergias, escala e capacidade de marketing da Boing, criando contratos de longo prazo relacionados à cadeia de suprimentos global da Boeing e sua grande base de clientes, bem como acelerar as vendas das aeronaves KC-390 fora do Brasil.
 
As sinergias de custos estimadas pela Embraer atingem US$ 150 milhões no segmento de aviação comercial e US $ 50 milhões nos segmentos de jatos executivos e de defesa e segurança.
 
A transação deve ser concluída até o final de 2019. Após a conclusão do negócio, a "nova" Embraer receberá US$ 3,0 bilhões, dos quais US$ 0,4 bilhão serão usados ​​para cobrir passivos operacionais e financeiros, e US$ 1,6 bilhão ser distribuído via dividendos.
 
A Embraer deterá 20% de participação na aviação comercial e ainda 100% nos segmentos de aviação executiva, segurança e defesa e serviços e suporte. A companhia também terá uma posição de caixa líquido de aproximadamente US $ 1,0 bilhão após o acordo, que sustentará oportunidades de crescimento potencial nos próximos trimestres.
 
Opinião do analista.
 
Continuamos otimistas com a Embraer, especialmente com o avanço da parceria comercial com a Boeing, que permitirá à Embraer conduzir sua estratégia de longo prazo na aviação comercial, considerando também a expertise da administração de um dos maiores produtores de aeronaves do mundo.
 
Como a gestão do segmento comercial (Nova Embraer) ficará a cargo dos executivos da Boeing, acreditamos que a administração da Embraer poderá se concentrar em estratégias para os segmentos de aviação executiva, segurança & defesa e suporte e serviços.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório preparado por
RENATO HALLGREN,  Analista senior do BB Investimentos
TRADUÇÃO: REDAÇÃO JF
 
 
OBS: A Redação JF informa aos leitores que a presente matéria jornalística e relatório financeiro anexo expressam exclusivamente o ponto de vista de seu autor. 

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: RENATO HALLGREN, Analista senior do BB Investimentos. TRADUÇÃO: REDAÇÃO JF

 
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