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Investimentos

23 de Maio de 2019 as 23:05:05



NATURA & CO Nota de Pesquisa A Aquisição da AVON



NATURA & CO 
 
Nota de Pesquisa:   Aquisição da AVON
 
A Natura & Co anunciou na 4ª feira, 22.05,  que chegou a um acordo com a Avon Products, Inc. para adquirir a Avon por meio de uma fusão de ações no valor total de aproximadamente US $ 2 bilhões.
 
Neste contexto, após a implementação de uma reestruturação societária, uma nova holding (Natura Holding S.A.) será proprietária das ações da Natura e da Avon. Tal companhia terá suas ações listadas em B3 e ADRs listadas na NYSE.
 
Além disso, os atuais acionistas da Natura deterão 76% das ações da nova holding, enquanto os acionistas ordinários da Avon deterão os 24% restantes. Os acionistas preferenciais da Avon terão direito a receber uma contraprestação em dinheiro de aproximadamente US $ 530 milhões, no momento em que a transação for liquidada, e suas ações serão automaticamente canceladas.
 
A aquisição da Avon está alinhada aos quatro pilares de criação de valor da Natura & Co:
 
(i)   modelo multi-marca;
(ii)  alavancar a escala do grupo;
(iii) crescimento multicanal em múltiplas geografias e
(iv)  inovação e sustentabilidade.
 
Em nossa opinião, esta transação é positiva, pelos seguintes motivos principais:
 
(i) Base relevante de consultores ativos da Avon
 
Em 2018, a Avon tinha aproximadamente 5 milhões de consultores ativos em todo o mundo. Se considerarmos apenas a América Latina e excluirmos os consultores que também faziam parte da base da Natura (aproximadamente 480.000), a Natura estaria adquirindo mais 2,5 milhões de consultores na América Latina, reforçando sua presença nos principais mercados da região.
 
A aquisição das consultorias, aliada ao aumento da proposta de valor para esses consultores pela criação de serviços (como aplicativos e carteira digital) que os atraem para atender ambas as marcas, permitirá a captura de sinergias no âmbito da empresa. Receitas do grupo.
 
(ii) Sensibilidade de marca expressiva da Avon
 
A marca Avon é reconhecida mundialmente, atingindo expressivos 98% de conhecimento em seus principais mercados de atuação (cerca de 68% na China e 56% na Índia). Além disso, a Avon ocupa a posição # 1 ou 2 em vendas diretas em seus 10 maiores mercados, incluindo Brasil e México, onde, juntos, representam 30% da receita líquida total estimada para 2019.
 
Esse alto reconhecimento da marca da Avon e sua participação de mercado relevante contribuirão positivamente para aumentar a presença geográfica da Natura em mercados onde sua presença ainda não é forte. O acordo também oferece à Natura uma oportunidade de crescimento em ritmo mais acelerado, mesmo mantendo a independência das marcas, já que acreditamos que uma marca pode servir como um ponto de entrada para a outra e vice-versa.
 
(iii) propósito de valor alinhado com a Natura & Co
 
Em linha com a preocupação da Natura & Co em gerar um impacto social, ambiental e econômico positivo, a Avon tem como finalidade social o empoderamento feminino.
 
Nesse sentido, a empresa lançou a iniciativa share4Her, com o objetivo de melhorar a vida de 100 milhões de mulheres a cada ano, aumentando seu potencial de ganhos, liberdade e expressão, bem como sua capacidade de ter uma vida saudável e segura.
 
Notamos, no entanto, que a transação traz outra camada de complexidade para o caso da Natura. Embora o acordo complemente a oferta atual de produtos, aumente o alcance geográfico e ofereça oportunidades de crescimento e eficiência operacional, pode também acarretar custos substanciais e dificuldades em alavancar sinergias entre as empresas.
 
Caso de investimento da Avon.
 
Nos últimos anos, a Avon tem lutado com uma redução no número de consultores ativos e com o agravamento de seu P & L. Diante desse cenário, a empresa achou necessário fortalecer sua finalidade de empoderamento feminino, rejuvenescer a marca, modernizar e digitalizar a experiência de seus consultores e consumidores, melhorar o preço dos produtos e reduzir seu portfólio. Para este fim, iniciou um projeto de reestruturação chamado 'Open Up Avon', que começou em setembro de 2018.
 
Essa iniciativa visa permitir que a Avon apresente um crescimento constante de receita de baixo dígito e uma margem operacional de dois dígitos até 2021. Ela foi construída em torno da necessidade de incorporar novas abordagens a vários elementos do negócio, incluindo uma base de ativos mais adequada para esse objetivo. objetivo e permitir que consultores interajam mais facilmente com a empresa, bem como obter ganhos relevantes.
 
Em nossa opinião, essa proposta de recuperação é muito semelhante à do TBS, que também se concentra no fortalecimento de sua finalidade, melhorando o preço dos produtos, reduzindo seu portfólio e rejuvenescendo sua marca.
 
Considerando a experiência da Natura com o processo de recuperação da TBS, que, embora incipiente, já apresentou ganhos de eficiência operacional, entendemos que a transação contribui para a aceleração da iniciativa Open Up Avon e gera mais valor para o grupo em um período médio.
 
Além disso, não podemos deixar de mencionar que a busca pela modernização e digitalização da experiência de consultores e consumidores está alinhada com os investimentos realizados pela Natura nas vendas diretas.
 
Sinergias.
 
Nesse sentido, a Natura & Co informou que as sinergias operacionais a serem capturadas são estimadas em aproximadamente US $ 150-250 milhões por ano, concentradas principalmente nas operações da América Latina (responsáveis ​​por ~ 58% das receitas combinadas da Avon e da Natura em 2018).
 
Os ganhos serão parcialmente reinvestidos em áreas estratégicas que permitirão a aceleração da recuperação da Avon e das melhorias da Natura.
 
As áreas estratégicas mencionadas são:
 
(i)   Digitalização de Vendas Diretas, para gerar maiores oportunidades aos consultores;
(ii)    Pesquisa e Desenvolvimento, buscando inovação com materiais sustentáveis; e
(iii)   Marketing para gerar diferenciação, segmentação e ofertas de produtos mais personalizados.
 
Em suma, e considerando que a transação aumenta a alavancagem financeira da Natura a um nível muito inferior ao esperado pelos investidores (a alavancagem financeira da Natura & Co alcançará 3,4x Dívida Líquida / EBITDA após a transação, ante 2,7x registrada no 1T19), lidar como positivo.
 
Estamos confiantes em relação às perspectivas de captura de sinergias - pelo menos no nível mínimo indicado pela empresa -, gerando valor ao acionista no médio prazo.
 
Por enquanto, considerando que a NATU3 encarou uma apreciação expressiva desde o nosso último relatório sobre o nome (mais de 20%), não vemos vantagens em nosso YE19 TP.
 
Como resultado, estamos rebaixando nossa classificação para Market Perform. O NATU3 está sendo negociado a 14,5x EV / EBITDA Fwd, contra uma média histórica de 2 anos de 10,3x.
 
 
Confira no anexo a íntegra do estudo preparado por GEORGIA JORGE, analista senior do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, analista senior do BB Investimentos. TRADUÇÃO: Redação JF

 
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