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Investimentos

20 de Novembro de 2019 as 02:11:21



PETROBRAS - Resultado no 3º trimestre/2019 FORTE Resultado Financeiro



PETROBRAS - Resultados no 3º Trimestre/2019
 
Forte aumento da produção de petróleo levou a fortes resultados financeiros
 
A Petrobras divulgou em 24.10 seus resultados do 3T19 com números robustos, marcados por 
 
(i)   forte crescimento na produção do pré-sal; 
(ii)  queda no custo de extração (lifting cost); 
(iii) números robustos nas exportações de petróleo e derivados; e
(iv) aumento da utilização da capacidade das refinarias. 
 
Do lado negativo, destacamos 
 
(i)  a queda no resultado operacional de E&P (-2,8% t/t, devido a impairments); 
(ii) o menor lucro bruto no segmento de Refino (-19% t/t, devido à perda com estoques). 
 
No geral, um trimestre forte para a Petrobras, já que os resultados positivos compensaram os negativos, o que resultou em um aumento de 60% no fluxo de caixa operacional, para R$ 32,8 bilhões.
 
Destaques operacionais. 
 
O forte crescimento na produção do pré-sal (+17% t/t) foi o principal responsável pela produção total atingir 2,8Mbp/d, +9,3% t/t e +14,5% a/a. Os campos do pré-sal de Lula e Búzios apresentaram um aumento robusto no último trimestre, respectivamente em +12% e +72%. Com isso, o pré-sal já corresponde a 60,4% da produção total da empresa. 
 
Dado este forte desempenho, a Petrobras manteve sua meta de produção em 2,7Mbp/d, número que até o 2T19 poderia ser considerado difícil de alcançar, dadas as diversas paradas na produção ocorridas no primeiro semestre.
 
Destacamos o declínio no lifting cost do pré-sal, que atingiu um recorde de US$ 5/boe, -17% t/t, como efeito do ramp up no campo de Búzios, que possui um custo de produção menor do que a média em comparação com outros campos. O lifting cost (antes de participação governamental) atingiu R$ 9,67/boe, -7,3% t/t. 
 
Quanto ao refino, a produção de derivados de petróleo aumentou 2,9% t/t, com uma capacidade de utilização de 80%, 400 bps maior t/t. A venda de produtos derivados aumentou 3,5% t/t, impulsionada por um aumento de 5,2% no volume de vendas de Diesel para o mercado doméstico.
 
Destaques Financeiros. 
 
A receita líquida aumentou 6,2% t/t, impulsionada por 
 
(i)   maior produção total (+9,3% t/t); 
(ii)  maior receita com vendas de diesel, +2,6% t/t, devido ao início da safra de grãos no Brasil (que compensou a queda nas vendas de gasolina, -8,7% t/t); e 
(iii) exportações de petróleo e derivados (+24,8% t/t, principalmente de gasolina e óleo combustível com baixo teor de enxofre). 
 
O EBITDA ajustado ficou estável ante o 2T19, em R$ 32,6 bilhões, impactado principalmente pelo maior SG&A (+19% t/t), decorrente do gasto adicional de R$ 1 bilhão devido ao uso de gasodutos da TAG, após a Petrobras ter vendido 90% de sua participação.
 
Lucro Líquido
 
O lucro líquido (no 3º trimestre/2019) foi de R$ 9,1 bilhões, -52% t/t, devido ao recebimento não recorrente da venda da TAG ocorrido no 2T19. 
 
Nos 9M19, o lucro líquido atingiu R$ 32 bilhões, ante R$ 23,7 bilhões nos 9M18, suportado principalmente pelo recebimento de R$ 21 bilhões de vendas de ativos no 2T19. O lucro líquido recorrente (excluindo itens especiais) atingiu R$ 10 bilhões, +3,2% t/t, afetado por 
 
(i)   ganho de capital com a venda da BR Distribuidora, em R$ 13,9 bilhões; 
(ii)  perdas com contingências judiciais, em R$ 2,9 bilhões; e 
(iii) impairment de R$ 2,4 bilhões. 
 
O fluxo de caixa operacional aumentou 60% t/t, decorrente do robusto resultado operacional acima mencionado e das entradas de caixa provenientes da securitização de recebíveis da Eletrobras (em R$ 8,4 bilhões).
 
Opinião do analista.
 
O aumento da produção, com a entrada de sete novos sistemas adicionados entre 2018 e 2019, compensou a queda de 10% trimestre/trimestre no preço do petróleo realizado (Brent), resultando em um aumento de 6,2% t/t na receita líquida.
 
Impairments, contingências judiciais e os preços mais baixos do Brent foram os principais fatores para que esse resultado financeiro fosse considerado bom, e não ótimo. Vale ressaltar a melhoria robusta no resultado operacional, com os principais destaques sendo o crescimento robusto da produção e o menor lifting cost. 
 
O processo de desalavancagem ainda está no caminho certo, uma vez que a dívida líquida/EBITDA caiu para 2,6x, devido à forte geração de caixa e vendas de ativos.
 
A empresa manteve sua meta de 1,5x EV/EBITDA e, de acordo com nosso modelo, esse resultado deve ser alcançado em 2021, terminando 2020 em 1,8x.
 
Rating e Preço-Alvo
 
Mantemos nosso rating Outperform com o preço-alvo de R$ 36,50 para PETR3 e R$ 32,20 para PETR4, ambos para 2020YE.
 
 
Confira no anexo a integra do relatório sobre o resultado da PETROBRAS no 3º trimestre/2019, elaborado por DANIEL COBUCCI, analista senior, integrante do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: DANIEL COBUCCI, analista senior, integrante do BB Investimentos.





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