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Investimentos

Sexta-Feira, Dia 22 de Maio de 2020 as 20:05:38



LOJAS RENNER - Resultado no 1º trimestre /2020 FRACO.



LOJAS RENNER  -  Resultado no 1º trimestre/2020
 
Fraco; perda de alavancagem operacional superior às expectativas
 
Os resultados referentes ao 1T20 da Lojas Renner vieram, em nossa opinião, fracos. Apesar de já ser esperada uma piora na comparação anual devido à pandemia do Covid-19 impactar em cheio o segmento de vestuário, esperávamos uma queda menos expressiva de margem operacional.
 
Não obstante esse resultado no 1T20, bem como esperarmos um 2T20 fortemente impactado pela queda das vendas do varejo (até a divulgação dos resultados do 1T20, apenas 18,3% das lojas encontravam-se em operação), a companhia vem tomando medidas para reduzir suas despesas com vendas e G&A e adaptá-las ao cenário atual, além de focar no crescimento do e-commerce.
 
Dada a sua exemplar capacidade de execução, esperamos observar nos resultados do 2T20 um aumento expressivo das vendas pelo canal digital, amparada pela omnicanalidade desenvolvida ao longo dos últimos anos, além de uma queda de despesas com vendas e G&A em linha com as medidas tomadas pela companhia para reduzir o impacto negativo que a redução da receita do varejo gerou na alavancagem operacional ao longo do último trimestre.
 
Destacamos, outrossim, que a Lojas Renner obteve êxito em ação judicial referente à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS neste mês. Com isso, a companhia tem o direito de reaver, perante compensação, um valor total de R$ 1,3 bilhão, sujeito ainda a procedimento administrativo para aproveitamento do referido crédito. Até incorporarmos esse crédito fiscal ao nosso valuation, bem como os resultados do 1T20, mantemos o preço-alvo 20E em R$ 37,10 e nossa recomendação Market Perform.
 
Desempenho econômico-financeiro. 
 
A receita líquida consolidada da Lojas Renner foi de R$ 1,9 bilhão, -1,5% a/a, favorecida pelo aumento de 29,7% a/a da receita de produtos financeiros, mas prejudicada pelo fechamento das lojas físicas a partir de 18/março, o que levou a uma queda da receita do varejo de -6,1% a/a no trimestre.
 
Apesar da queda na comparação anual, nossas estimativas levaram em consideração uma queda mais acentuada da receita do varejo, bem como uma redução da receita de produtos e serviços financeiros, de forma que fomos surpreendidos positivamente pela receita líquida consolidada (+11,4% r/e).
 
A margem bruta, por sua vez, teve um acréscimo de 1,9 p.p. a/a, dado o aumento da participação da receita de produtos e serviços financeiros no consolidado, aliado a uma boa aceitação das coleções durante o período. Quanto às nossas estimativas, a margem bruta veio +1,7 p.p. superior r/e, haja vista uma margem bruta do varejo menos impactada do que o esperado pelo fechamento das lojas.
 
Já a margem EBITDA Ajustada veio em 11,7% neste trimestre, uma queda de 9,5 p.p. na comparação anual. Dentre os fatores que ocasionaram essa queda acentuada de margem, destacamos:
 
(i)   aumento das despesas com vendas e G&A, a despeito da queda de receita líquida no período, o que levou à perda de alavancagem operacional;
 
(ii)   elevação dos níveis de provisionamento da carteira de créditos (de 12,2% no 1T19 para 17,3%) e
 
(iii)  aumento das despesas operacionais do segmento de produtos e serviços financeiros, em linha com o crescimento da receita dessa divisão. 
 
Nossas expectativas para a margem EBITDA Ajustada do 1T20 era de uma queda bem menos expressiva na comparação anual. Infelizmente, isso não ocorreu, de forma que nossas projeções foram frustradas em 8,5 p.p. r/e, em decorrência das despesas de vendas, G&A e provisões para devedores duvidosos superiores ao esperado inicialmente.
 
Por fim, com relação à margem líquida, observamos que, além da perda de alavancagem operacional, esta ainda foi negativamente afetada por:
 
(i) outros resultados operacionais menos favoráveis, em decorrência principalmente do menor resultado de recuperação de créditos fiscais ante o 1T19;
 
(ii) aumento do resultado financeiro líquido negativo, devido principalmente ao aumento da variação monetária negativa, em função de fluxos de pagamento de comércio exterior e realização de hedge cambial.
 
Com isso, a margem líquida atingiu 0,6%, -8,0 p.p. a/a e -3,3 p.p. r/e.
 
Endividamento. 
 
Ao final do 1T20, a dívida líquida da companhia somava R$ 768,2 milhões, ante R$ 748,7 milhões no 1T19. Dadas as maiores incertezas do cenário atual, a companhia optou por reforçar sua posição de caixa ao final de março com a captação de R$ 830 milhões.
 
Em abril, a Lojas Renner ainda captou R$ 1 bi. Em termos de alavancagem financeira, a relação Dívida Líquida / EBITDA Ajustado praticamente não se alterou, passando de 0,41x no 1T19 para 0,43x no 1T20.
 
Investimentos. 
 
Vale observar também que, neste trimestre, a despeito do panorama negativo para as vendas no curto prazo, a companhia aproveitou para acelerar investimentos. A Lojas Renner antecipou obras de lojas previstas para inaugurarem em trimestres seguintes, bem como a remodelações de lojas existentes.
 
Além disso, a companhia antecipou várias etapas do projeto de omnicanalidade e da digitalização, as quais estavam previstas para ocorrer entre 2020 e 2022, e que foram implementadas, em sua maioria, ao longo dos meses de março, abril e maio.
 
Vale observar, também, que desde abril vem sendo realizada a implementação da modalidade Ship From Store (venda online de produto cujo estoque encontra-se em lojas físicas), proporcionando, através das entregas a partir das lojas, uma maior disponibilidade de estoque e operação, além de uma redução relevante no tempo de entrega.
 
Confira no anexo a íntegra do relatório de análise do desempenho do LOJAS RENNER, no 1º trimestre/2020, elaborado por GEORGIA JORGE, integrante do BB Investimentos.

Clique aqui para acessar o aquivo PDF

Fonte: GEORGIA JORGE, integrante do BB Investimentos





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